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Considerações de um aprendiz
Como é de conhecimento de todos a minha ligação com a religião teve seu início há 15 anos quando ingressei no mercado de artigos religiosos. Após alguns anos, por opção, comecei a minha iniciação na Umbanda onde permaneço até hoje.
A experiência que tenho vem do trabalho diário e da convivência com o povo de santo, fato este que me dá a liberdade de filosofar sobre um tema: A importância do Yawó (utilizando linguagem da nação) na religião.
Primeiramente, parece-se muito estranho a forma de tratamento que é dado as pessoas que estão iniciando, já que o yawó representa a perpetuação da família, a continuidade da cultura ora aprendida e o que é mais importante a garantia de preservação do asè. O povo africano tem como princípio básico à procriação. Fazer filhos é aumentar a possibilidade de reconhecimento do nome da família perante aquela sociedade, e se fizermos uma analogia com o Candomblé, fazer um yawó significa a não extinção da família do santo.
Devemos refletir para o fato de que alguns zeladores de certa forma acabam expulsando seu iniciante em nome de um respeito. Acredito e concordo que a estrutura do Candomblé deve ser hierárquica, isso não deve mudar, mas este respeito deve ser conquistado pelas atitudes e não pela força. Enquanto estamos fazendo este processo, os protestantes fazem exatamente ao contrário, trazem para a Igreja e os acolhem. É uma pena que esta cultura basicamente oral possa se perder pelo fato de alguns acharem que o poder está associado à subjulgação das pessoas pelo dito conhecimento. Segredos de asè é uma coisa, o uso desse segredos como forma de poder é completamente diferente!!! Pensem nisso...
Henrique Seixas
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